segunda-feira, 4 de março de 2013

OMF de Ronsard


O.M.F.

 

Eu te saúdo, ó fenda vermelhinha

que luzes entre os flancos vivamente;

eu te saúdo, ó poço tão contente

que à minha vida trazes tanta dita.

 

Por tua causa em mim não mais se agita

o arqueiro, nem seu voo me atormente;

tive-te quatro noites tão somente

e a força dele em mimm se debilita.

 

Ó buraco mimoso, ó buraquinho,

furo travesso em buço encrespadinho

que os mais rebeldes domas aos magotes,

 

os galantes deviam, para honrar-te,

bem de joelhos vir para adorar-te

a empunhar bem acesos os archotes.

 

Pierre de Ronsard in Alguns Amores de Ronsard, Vasco Graça Moura

Walesa «arruma» os homosexuais

São palavras «dignas» de um democrata e de um prémio Nobel da Paz?

domingo, 3 de março de 2013

Frases de hoje

"(...) Depois de ter estado na Índia alguns meses seguidos, quando desembarquei num aeroporto europeu senti-me profundamente insultado, com vontade de pegar numa arma automática e destruir as montras e os expositores. Não é um insulto à miséria, não, é um insulto à inteligência, é uma exibição ostensiva da estupidez do capitalismo.

"(...) o outro lado é o da adesão àquela frase do Gandhi que diz que 'não há nenhuma causa pela qual esteja disposto a matar, embora haja causas pelas quais estou disposto a morrer'. Se as pessoas conseguem abafar a sua fúria é certamente por causa do medo. O terror é-lhes imposto e deixa-as incapazes de reagir. mas isto indigna-me porque houve quem tivesse reagido em condições muito piores. Sinto uma fúria enorme contra esta gente que nos governa e nos governou, considero-os piores do que os salazaristas. As pessoas vivem no engano o tempo todo: porque têm direito a voto e os jornais podem criticar o poder político julgam que isso lhes dá algum poder soberano. o único poder que têm é o de irem colocar um voto na urna de quatro em quatro anos para fazerem uma escolha num horizonte completamente limitado. A maneira suave com que age esta forma de ditadura é repugnante. É preferível a clareza da repressão a esta maneira de nos tirarem a alma, a honra, de fazerem de nós uns farrapos".

Paulo Varela Gomes, no Y em entrevista a António Guerreiro a propósito do lançamento do seu livro O Verão de 2012

sábado, 2 de março de 2013

Vida Tão Estranha

As manifestações anti-troika

Olhando para as televisões, neste protesto, embora solidário com os objectivos, fiquei em casa, fico com a sensação de que a participação estará longe do propósito dos organizadores e da dimensão das dificuldades que os portugueses vivem pela política do governo PSD/CDS. Justificava-se mais gente nas ruas, não tenho dúvidas, mas as privações levam também à desmobilização. O governo e a tróika não devem ter ficado preocupados. 

A CDU em Moura está no terreno

A candidatura da CDU em Moura, protagonizada pela camarada e amigo Santiago Macias, está no terreno e na onda tecnológica. A memória e a modernidade são a base da construção do futuro. 

sexta-feira, 1 de março de 2013