Ofício
Amamos uma mulher, depois um continente perdido.
Afinal, fomos nós que perdemos o norte.
Alguém abre a porta, o vento do deserto
sopra dentro da sala, somos levados para longe
do Paraíso, improvável ficção consentida.
Marcamos o tempo, o compasso.
A música depois do silêncio sabe a notação desabrida,
incontida fúria tomando de assalto as artérias
que insistem no seu ofício de coisas
vivas e frágeis.
terça-feira, 30 de abril de 2019
domingo, 28 de abril de 2019
sábado, 27 de abril de 2019
sexta-feira, 26 de abril de 2019
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