Sou completamente favorável à alteração da lei para que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, muito embora, como já o disse, não perceba o interesse, nem o impedimento à total equiparação de género quando se deixa de fora a adopção. Sou concordante com a posição aqui apresentada perante o elevado número de assinaturas recolhidas a solicitar o referendo, para mim uma perda de tempo nesta matéria. A sua recusa pelo Parlamento será também uma perda de tempo, porque dará todos os argumentos para que o Presidente da República exerça o direito de veto.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A barragem mãe do Alentejo com barriga cheia
Muitas foram as vozes, e não refiro as preocupações ambientais e econlógicas, quanto à capacidade do Alentejo em encher a barragem de Alqueva (não escrevam do Alqueva que é rio que não existe, mas sim a povoação com esse nome e a mais perto do paredão), fundamental para garantir todo o sistema de rega e abastecimento de água à população no Alentejo. Passados os anos, desde a inauguração não mais teve falta de água e capacidade para a distribuir, desde logo pelo próprio Guadiana que deixou de ter cheias e secas. Para lá da produção energética, com a companhia do Paredão de Pedrogão. É bom ver nesta altura a barragem quase na sua capacidade máxima (está na cota 150, segundo o site da EDIA, num máximo de 152) e com água barrenta. E todos os riachos do Alentejo a correr, como um sinal que teremos um Verão descansado, pelo menos em termos de abastecimento de água à população. 

sábado, 2 de janeiro de 2010
Faz bem recordar esta data
É bom recordar esta data como a primeira de um percurso que trouxe novos caminhos a Moura. Seria bem diferente sem eles terem sido percorridos. Disso não tenho a mínima dúvida.
Comecemos o ano com teatro
Estou a agendar uma ida ao Teatro Municipal de Almada para ver a peça «A Mãe», de Bertold Brecht, com encenação de Joaquim Benite. Não só pela mensagem, mas também por este trabalho me recordar o período do Centro Cultural em Moura, onde foi trabalhada e havia, naturalmente, uma predilecção pelo autor, tanto mais que era nascida a Revolução de Abril. Foi no espaço da Rua Serpa Pinto (mais uma toponímia da memória) que muitos de nós entrámos na cultura e na dinamização cultural. E crescemos.
Comecemos o ano com educação
Nas negociações que decorrem entre o Ministério da Educação e os sindicatos sobressai a ideia de fragilidade das posições governativas. O momento é crítico e verificam-se alguns apertos políticos que importa resolver, até porque qualquer decisão pode depois passar pela Assembleia da República. Os professores têm razão em relação aos anteriores decisores políticos. É difícil é compreender como se apresentam agora outras soluções com o mesmo primeiro-ministro que dizia as anteriores estarem correctas e que nada iria mudar. Isto aconteceu nem há seis meses, numa demonstração clara da fragilidade das opções. Os docentes irão ver satisfeitas as suas pretensões. E bem. Fico é com dúvidas se este passo correcto não poderá originar mais um conjunto de passos que nada alterem na qualidade do sistema educativo que deveria ser a principal preocupação de todos os intervenientes.
2010
Entrámos no novo ano, sem grandes sinais de mudança ou motivos para festejar. Os discursos, os protagonistas e as políticas, temo, são as mesmas. O rumo parece ser o mesmo. Razão tem Miguel Sousa Tavares, na edição do Expresso, em dizer que: «Mais difícil ainda será entender como é que, Madoff à parte, uma vez a crise ultrapassada à custa do sacríficio do dinheiro dos impostos de cidadãos inocentes, tudo retomou o seu caminho habitual, com os mesmos responsáveis à frente dos negócios e com os mesmos métodos e a mesma criminosa ganância a determinarem as regras do jogo». Talvez o articulista tenha razão quando conclui que «se alguma coisa caracteriza o nosso tempo é a legitimação da mediocridade. Esta foi a década de avanço da mediocridade. Mas talvez a próxima seja uma época de exigência: se não por escolha, talvez por necessidade». Temo, mais uma vez, que em Portugal se comece mal, como interpreto as palavras de Ano Novo do Presidente. Como em 2011 haverá eleições e Cavaco quer ser reeleito tudo vai fazer para assegurar a continuidade governativa, estabelecendo bases entre o PS e o PSD porque sabe que sem o centrão não conseguirá permanecer em Belém. E o futuro do País ficará dois anos dependente dessa vontade. Com mairo dificuldade em sair da crise que será paga por muitos sujeitos a decisões e benefícios de poucos.
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