quinta-feira, 8 de abril de 2010

Está a chegar o tempo dos caracóis

Com os dias longos chega o tempo dos caracóis. Em Moura, são especiais e de qualidade. Vale a pena testar um dos mais procurados petiscos da terra e do concelho. Há quem não gosta, que lhe cause repugnância, paciência, mais sobra.

Carrasqueira

Na Carrasqueira, freguesia da Comporta, concelho de Alcácer do Sal, as mulheres participam na faina da pesca no Estuário do Sado.

Saúde mobilizou os grandolenses

O exemplo mais flagrante da insatisfação da população de Grândola pela qualidade dos serviços de saúde foi a grande enchente ocorrida na noite de ontem, numa organização da Junta de Freguesia. Algo está mal, quanto mais não seja a comunicação dos diversos responsáveis com os utentes. Na verdade, Grândola, por opção política dos sucessivos governos e particularmente destes últimos do PS, tem vindo a perder um conjunto de valências que têm causado um nível de insegurança na população. As respostas estão localizadas em Santiago do Cacém, no hospital do litoral alentejano servido por uma rede de transportes público deficiente que não permite qualquer tipo de ligação. Se se compreende ou aceita que a responsável pelo Centro de Saúde e os directos executivo e clínico do Agrupamento defenda a política governamental e afirmem que em Grândola se está hoje melhor, não é de todo compreensível que a representante da Câmara Municipal se coloque ao seu lado e da política governamental. Logo, contra os anseios da população. Que são bem claros: a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente durante 24 horas. Mais um reparo: ao contrário do que disse o Presidente da Assembleia Municipal de Grândola o funcionamento do Centro de Saúde não mereceu na última sessão a unanimidade, mereceu aliás uma forte oposição dos eleitos do PS que tentaram, apoiados em questões regimentais, evitar a discussão de uma proposta da CDU, sobre a qual acabaram por se abster. Por último, os parabéns à Fátima Luzia, presidente da Junta de Freguesia de Grândola, que soube organizar e moderar o debate. Outro aspecto: dos grupos parlamentares só o do PCP se fez representar, o do BE e do CDS justificaram a ausência, dos do PS e do PSD sobrou um barulhento silêncio. Porque será?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Em defesa de um sistema de saúde público de qualidade ...

... amanhã, pelas 21 horas, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Grândola vamos debater a situação grave que se vive no Centro de Saúde. O debate é organizado pela Junta de Freguesia de Grândola e foram convidados todos os grupos parlamentares (veremos quem marca presença), os responsáveis do Ministério da Saúde, a Câmara Municipal, a Comissão de Utentes e, naturalmente e mais importante, a população que deveria ser servida com qualidade. Na verdade, Grândola tem vindo a perder serviços e capacidade de resposta à população nesta área, ficando subalternizada em relação a Alcácer do Sal e Santiago do Cacém.

O chamado respeito pelos órgãos

Há na legislação competências definidas para cada órgão autárquico. Há propostas que sendo aprovadas na Câmara têm que ser submetidas à Assembleia Municipal, como é o caso do Regulamento de Taxas. Acontece que a maioria socialista na Câmara de Grândola aprovou no dia 18 de Março a nova proposta de regulamento que foi submetido a Assembleia Municipal no dia 26, com aprovação da mesma maioria, embora com algumas abstenções que ainda fizeram tremer as contas. De qualquer das formas, esta questão de datas não impediu o Presidente de Câmara de redigir um despacho, com data de 18, a alterar horários de funcionamento dos serviços, a dar como certa a aprovação do referido regulamento. É o chamdo respeito pelos órgãos municipais e por quem os integra.

domingo, 4 de abril de 2010

Países de África em ebulição

Para lá da regularidade dos conflitos em solo africano (neste momento mais visíveis na África do Sul e na sempre presente Guiné-Bissau), o Público de hoje noticiava a construção de um monumento alusivo aos cinquenta anos da independência do Senegal, colocando o presidente Abdoulaye Wade a descer no sobre e desce da última página. A banalidade é dizer que África é um continente de grandes contrastes, mas não haverá muitas razões para apoiar gastos públicos de 20 milhões de euros num elemento escultórico, mesmo que seja erguido com o objectivo de simbolizar a capacidade de gestão própria dos senegaleses. O argumento contra do jornal é porque aquele dinheiro é gasto numa altura em que muitos cidadãos daquele país ainda passam fome. Parece-me fraco. Quantos portugueses passavam fome quando foi erguido o Cristo-Rei em Almada? Quantos franceses e norte-americanos sofriam quando a estátua de liberdade atravessou o Atlântico? Quantos morreram nos trabalhos de construção de todos os monumentos que hoje são património da humanidade? Quantos de nós estivemos de acordo com a construção de estádios de futebol hoje vazios e inúteis quando os portugueses passavam dificuldades e o dinheiro poderia ser investido em áreas mais produtivas? Os erros e as visões deturpadas da realidade não são exclusivo dos africanos.

A passagem pela época pascal

Esta será uma das Páscoas mais amargas para a igreja católica? Ou estão a acontecer mudanças? O certo é que continuam a carregar muitas vítimas.