O Presidente da República disse que não devíamos irritar os mercados e cumprir o acordado com os credores estrangeiros. O governo, como bom aluno, ainda foi mais além que o estabelecido. Apesar disso, as agências fizeram as suas análises e deitaram a capacidade de pagar a dívida para o lixo. Adivinha-se mais austeridade, em vez de mais apoio à produção, ao investimento. O ciclo não é interrompido a carne está exaurida e ao que sei os ossos dão-se aos cães. Fico cada vez mais confuso, quando os crédulos do capitalismo estão contra a sua essência e aquilo que sempre têm defendido.
Ainda há quem diga que o partido de Paulo Portas não dá uma ajuda a Portugal.
Querem ver que as agências de rating ainda não se deram conta que Sócrates já não é primeiro-ministro e que o actual governo até se propôs ir mais longe que o memorando da troika.
A recente entrada de Portugal no lixo, segundo os critérios das agências de rating, só espanta os anjinhos que defendem o capitalismo puro e duro e parecem não conhecer a razão e a essência da existência destas agências. O que na verdade chumbou no teste não foi Portugal, foram as políticas da receita da Troika, cegamente seguidas por PS, PSD e CDS, com os resultados há muito visto na Grécia e que se irão repetir no nosso País. Aliás, seguindo os princípios a Moody's cortou o rating numa altura estratégica, um dia antes da realização de um leilão, ao qual só podem concorrer certos clientes das agências. A solução passará mais por aqui e não pela aplicação de mais medidas de austeridade, como pretende o governo para não desassossegar os mercados.
A renúncia de Fernando Nobre, a par da de José Sócrates, é uma boa notícia para o próprio, para o País, para o parlamento e para o PSD.
... é uma boa notícia transmitida pelo ministro Nuno Crato, muito embora os problemas na educação pública estejam muito para além do encerramento de escolas. A falta de financiamento é outra, entre mais.