quinta-feira, 10 de julho de 2014

Porta-aviões ao fundo

Tudo indica que o porta-aviões de Paulo Portas está a ir ao fundo.

Final do Mundial

Vou claramente torcer pela Argentina. Até porque na selecção alemã não há nenhum jogador do Benfica.

Zeinal Bava de nada sabia

É típico dos «bons gestores»: se os resultados são bons os louros são todos dele; se o negócio dá para o torto ele nada sabia. Espectáculo. E agora qual é o prémio: de latão, mentiroso ou incompetente (sim porque é impossível uma decisão destas ser tomada sem o conhecimento da administração)?

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A banca que nos ameaça

Os portugueses, uma imensa maioria mais que outros,já conheceram a triste e amarga experiência dos resultados que dá colocar homens de Cavaco a gerir bancos, caso BPN. Esperemos que não resultem mais encargos para o Estado destas opções para o BES que depois sejamos chamados a pagar.

domingo, 6 de julho de 2014

Talisca

Com o nome de Talisca só conheço um bar em Barrancos. E era um espaço agradável.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O país fica para depois

Ouvi hoje na Antena Um parte da entrevista de Eduardo Ferro Rodrigues, apoiante de António Costa, em que este dizia mais ou menos isto: o País precisa de um novo governo e de eleições, mas neste momento não podem acontecer dada a situação do PS. O que quer dizer que os problemas de Portugal, da política deste governo, o problema de cada um dos cidadãos podem esperar que os socialistas resolvam as suas lutas internas. O importante não são as pessoas, o País, mas sim o poder.

João Cabral de Melo Neto


Morte e Vida Severina

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte Severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.