sábado, 18 de junho de 2022

quinta-feira, 16 de junho de 2022

O palhaço Zelensky

O palhaço Zelensky, enquanto marioneta dos Estados Unidos e de certos países da União Europeia, acaba por ser o melhor aliado de Putin nesta guerra que persiste no leste da Europa. Da sua parte não há nenhuma iniciativa de paz e pede constantemente mais armamento, num acto desesperado de propaganda para ocidental ver. Da Rússia, claro, também não se vislumbram grandes iniciativas para terminar o conflito, pelos menos até consolidarem os seus objetivos territoriais que deverão parar no Dniepre. Qualquer que seja o resultado final desta guerra, a Ucrânia é um país dizimado e deixará de ser aquilo que era antes de fevereiro. Mesmo a União Europeia será uma das grandes perdedoras de todo este conflito, com graves consequências económicas e financeiras. Até ao próximo dia 19, tudo irão fazer para que o partido de Macron vença as eleições para que a unidade artificial da União Europeia seja uma fachada dos interesses neoliberais. 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Venham mais sanções para a Rússia

António Costa continua o seu périplo para conseguir, à nossa custa diga-se, um lugarinho internacional, enquanto o caos se vai instalando em Portugal nos diferentes setores, como é exemplo a situação na saúde (para um governo que está em exercício desde 2015 seria de esperar mais medidas estruturais e não são a gestão da rotina diária), onde vem ali mais um plano. Mas não é só na saúde, nos aeroportos está o pandemónio instalado com o SEF a funcionar, o tal serviço que este Governo pretendia repartir por diferentes instituições mas que prolonga, prolonga e nunca mais toma uma decisão definitiva. Criemos mais uma comissão para estudar o assunto. Enquanto isso, o custo de vida aumenta, muito acima da falada taxa de inflação, e alguns se vão divertindo a discutir as tontices de Cavaco Silva, com o único de desviar a atenção dos verdadeiros problemas do País. Há responsabilidade política em tudo isto. E mais uma vez estamos a adiar Portugal.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

O Inverno do nosso descontentamento

 Sobre a guerra na Ucrânia já dei opinião. Quanto às sanções à Rússia também porque todos ganham, incluíndo os russos, menos nós, portugueses e europeus. É uma deriva um pouco tonta e até masoquista. E o pior está para vir com o contínuo aumento dos preços e a cada vez mais próxima chegada do Inverno. Ana Cristina Leonardo, cronista à sexta no suplemento Ipsilon do Público, a quem acompanho com rasgado interesse, escreve que o secretário de Estado para o Clima e Energia da Polónia, Edward Siarka, já aconselhou os polacos a apanhar lenha para se aquecerem no Inverno, quando começar a faltar o gás russo por via das sanções e da União Europeia querer comparar aos USA mais caro, ao mesmo tempo que deita fora todas as preocupações ambientais. A cronista pega nas declarações para citar um excerto de "Platão e um Ornitorrinco Entram num Bar", de Thomas Cathcart e Daniel Klein, que transcrevo:

"Era Outono e os índios da reserva perguntaram ao novo chefe se o Inverno ia ser frio. Educado segundo o estilo moderno, o chefe nunca tinha aprendido os antigos segredos e não fazia ideia se o Inverno iria ser frio ou ameno. Para jogar pelo seguro, aconselhou a tribo a apanhar lenha e preparar-se para um Inverno frio. Alguns dias mais tarde, lembrou-se de telefonar para o Serviço de Meteorologia e perguntar se previam um Inverno frio. O meteorologista replicou que, de facto, prensavam que o Inverno seria bastante frio. O chefe aconselhou a tribo a armazenar ainda mais lenha.

Duas semanas mais tarde, o chefe ligou de novo para o Serviço de Meteologia.

- Continuam convencidos de que o Inverno vai ser frio? perguntou.

- Continuamos - respondeu o meteorologista - Tudo indica que vai ser um Inverno muito frio.

O chefe aconselhou a tribo a apanhar toda a lenha que conseguissem encontrar.

Passadas duas semanas, o chefe telefonou uma vez mais para o Serviço de Meteorologia e perguntou como pensavam que o Inverno seria naquele momento.

- Agora estamos a prever que será um dos invernos mais frios de que há registo! - informou o meteorologista.

A sério? - perguntou o chefe - como podem ter tanta certeza?

- Os índios andam a apanhar lenha como loucos! - replicou o meteorologista."

Para lá do humor e do drama a guerra, este excerto recordou-me um episódio que se contava em Barrancos:

Um barranqueiro parou na primeira taberna à entrada da vila, pediu um copo e comentou com o dono:

- Caiu um avião na Russiana.

Meteu-se com os seus botões e só reparou que estava sozinho na taberna quando foi pagar. Chamou pelo taberneiro que não apareceu, encolheu os ombros e saiu. Na rua vinha muita gente em direção à saída.

- Aonde vão todos? perguntou.

Ao que respondeu um cidadão a correr: - Então não sabes, caiu um avião na Russiana.

Sorriu e continuou o caminho, até que lhe chegou aos sentidos o silêncio da vila, onde se achou sozinho.

- Será que é verdade, disse para consigo e correu para a Russiana.

É um pouco do que está a acontecer na União Europeia em relação à guerra na Ucrânia.



quinta-feira, 2 de junho de 2022

Costa, o faz-tudo por um lugar europeu

António Costa foi à Ucrânia prometer milhões que negam para os serviços essenciais para os portugueses, como é explicado aqui por José Goulão. Os interesses nacionais não estão salvaguardados. Quanto mais sanções são decretadas contra a Rússia, sem efeitos visíveis até agora, imediatamente se refletem economicamente nos bolsos de alguns portugueses, a maioria. E o pior ainda está para vir, é bom que nos preparemos. A razão principal desta guerra, da reação europeia e dos Estados Unidos da América é explicada aqui por Carlos Carvalhas. Entretanto, António Costa só está interessado em ser um bom aluno para sair e ocupar um lugar em qualquer organismo comunitário. Com total desprezo pela situação da maioria dos portugueses. Como dizia um amigo, porque razão só falam de armas e não há ninguém em Portugal e na Europa da necessidade de construir a Paz?