sábado, 8 de janeiro de 2011

Bom fim-de-semana

Campanha de Francisco Lopes

Mesmo com mau tempo é sempre tempo de campanha. E no fim há sempre um sorriso.


Banco é fava para Cavaco e Alegre

Comparar o caso BPN/Cavaco com o BPP/Alegre só por brincadeira ou má fé, considerando as respectivas diferenças colectivas com consequências públicas e danosas no primeiro e privadas, administrativas e tolas e inábeis no segundo. Em relação ao primeiro só dois factos: em 2001, ainda Cavaco era "um mero professor" para citar as suas palavras, e já a gestão do BPN era notícia e suscitou o despedimento do jornalista Camilo Lourenço da Exame, perante a indiferença também da supervisão de Constâncio, diga-se a propósito. Quando foi eleito Presidente da República, Cavaco Silva, apesar de ter conhecimento da gestão danosa do BPN e do envolvimento de Dias Loureiro não teve qualquer problema em o nomear, para o proteger?, para o Conselho de Estado. O resto é um profundo buraco financeiro que todos estamos a pagar para que alguns, incluindo Cavaco, tenham rentabilidades chorosas em acções.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Beja vai ficar a ver passar menos comboios

"Nos remontíssimos tempos da minha mocidade (falamos de 1874, uma vez que Teixeira-Gomes nasceu em 60 e aborda o tema quando teria 13 ou 14 anso), a viagem terrestre de Lisboa para o Algarve era longa, complicada, e quase aventurosa. Comboio até Beja, diligência de Beja até Mértola, descida do Guadiana em vapor até Vila Real de Santo António e daí outra vez diligência ao longo da costa, caminho que eu aproveitava quase na totalidade, parando na minha terra natal - aviso aos vindouros - então Vila Nova (hoje cidade) de Portimão." Recordei este texto de Manuel Teixeira-Gomes, escrito em 1936, quando vi as notícias da redução da importância de Beja na rede ferroviária nacional, passando a ser um ramal do intercidades para Évora. Não deixa de ser irónico que esta decisão de um governo socialista ocorra quando o concelho bejense é governado por uma maioria socialista. Longe vão os tempos do argumentário da Federação do Baixo Alentejo do PS que eram os comunistas que afugentavam os investidores e pretendiam subalternizar Beja a Évora. De quem será agora a responsabilidade?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cantar aos Reis em Moura

A chuva persistente marcou o compasso e a incerteza quanto à adesão e realização da tradicional Cântico aos Reis que a Câmara Municipal de Moura, a Junta de Freguesia de São João Baptista e o Grupo Coral do Ateneu organizam regularmente. Afastados os temores, e enquanto a fogueira ardia no exterior apesar da chuva, o rés-de-chão do Mercado Municipal encheu para mais esta edição. O João Capa serviu as castanhas. As fotos atestam o facto. De notar que também se cantou em Amareleja, Santo Amador e Safara.



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um desastre público na campanha das presidenciais

Bom Para Nós, aqueles que vendemos acções a bom preço e em bom tempo e que agora todos estamos a pagar (bem entendido uns mais que outros, veja-se aqui os comentários de um indefectível socrático), atravessa a pré-campanha eleitoral com o candidato Cavaco Silva cada vez mais necessitado de dar uma resposta para lá de remeter para o site da Presidência da República. Quem não deve não teme e por essa ordem de razão era de seu interesse tornar público todos os dados. Por cada dia que passa sem o fazer, aumentam as suspeitas e bem pode pregar a honestidade, até porque esta não se apregoa, é reconhecida, e, claramente, este assunto irá ter reflexo nos resultados das eleições presidenciais. É bom que alguém esclareça Cavaco que não é possível escapar pelo intervalo das gotas de chuva sem sair molhado. Razão tem Francisco Lopes quando afirma que os negócios da anterior administração do BPN estão a ser investigados pela justiça e que o grande desastre foi a nacionalização do banco e nesta está Cavaco, Sócrates, Manuel Alegre, o PS e o PSD. O resto são cantigas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sophia no primeiro post de um ano, certamente, aziago

Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a sua própria liberdade.