Rente à relva
Para ver de baixo e cortar em frente
sábado, 25 de maio de 2013
A taxa de sustentabilidade sobre os reformados
A taxa de insustentabilidade sobre os reformados tem dado para tudo, para mais mentiras de Passos Coelho, e para justificar algum inversão boazinha do Paulo dos submarinos. Cavaco é que não deve gostar dela.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Resiliência Gaspar?
Quando era Presidente da República Ramalho Eanes introduziu no discurso dos portugueses o implementar. Nos últimos tempos é frequente ouvir o substantivo feminino resiliência por tudo e por nada. Coisa que já não existe perante o governo português e as suas promessas de felicidade como as anunciadas hoje por Vítor Gaspar. Haverá alguém que acredite que aumentar a produção serve para alguma coisa se as pessoas não tiverem dinheiro para comprar?
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Está para durar e não há órgão que clarifique
Estamos a entrar na recta final da definição de candidaturas autárquicas e continuamos com estes processos, quando era expectável que os órgãos de soberania, particularmente a Assembleia da República, assumissem o seu papel e clarificassem a situação. É, não tenho dúvidas, mais um passo na descredibilização social da política em Portugal. A lei é idiota e mais idiota é quem faz perdurar a confusão.
Portugal continua adiado ...
... a continuar esta política de anúncios sucessivos de cortes e reduções particularmente sobre o trabalho e as funções públicas do Estado, Portugal é um país adiado à espera de um segundo resgate que está a chegar pela mão de Wolfgang Schauble, ministro alemão, sempre com uma atenção para pedinte Gaspar.
domingo, 19 de maio de 2013
Domingo
Quotidiano (Reflexão)Por exemplo, as coisas que faltam neste lugar:
uma enxada para que as mãos não toquem na terra,
um ninho de pardais no canto da relha,
para que um ruído de asas se possa abrigar,
um pedaço de verde no monte que ainda vejo,
por detrás dos prédios que invadem tudo.
Mas se estas coisas estivessem aqui,
também faria falta um copo de água para ver,
através do vidro, um horizonte desfocado;
e ainda os restos de madeira com que,
no inverno, é costume atiçar o fogo
e a imaginação que ele consome.
Como se tudo estivesse no lugar,
pronto para ser usado na data prevista,
sento-me à janela, e fixo a única coisa
que não se move:
o gato, hipnotizado por um olhar
que só ele pressente.
Nuno Júdice, in "Meditação sobre Ruínas"
uma enxada para que as mãos não toquem na terra,
um ninho de pardais no canto da relha,
para que um ruído de asas se possa abrigar,
um pedaço de verde no monte que ainda vejo,
por detrás dos prédios que invadem tudo.
Mas se estas coisas estivessem aqui,
também faria falta um copo de água para ver,
através do vidro, um horizonte desfocado;
e ainda os restos de madeira com que,
no inverno, é costume atiçar o fogo
e a imaginação que ele consome.
Como se tudo estivesse no lugar,
pronto para ser usado na data prevista,
sento-me à janela, e fixo a única coisa
que não se move:
o gato, hipnotizado por um olhar
que só ele pressente.
Nuno Júdice, in "Meditação sobre Ruínas"
sábado, 18 de maio de 2013
O desinteressante Expresso
Deixei de comprar o Expresso com regularidade porque não há paciência suficiente para tanto vacuidade e temática desinteressante, como é evidente nesta semana com o destaque concedido a Paulo Portas. Havia tantos assuntos para a Revista, mesmo na política. Noutra área recordo só o prémio atribuído à poesia de Nuno Júdice. Merecia destaque.
Assinar:
Postagens (Atom)