domingo, 20 de janeiro de 2019

sábado, 19 de janeiro de 2019

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Entre Alcaçovas e Évora

Estará o IEP à espera que chega o calor para acabar com esta cortina de eucalipto?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Mouriscos

A Câmara Municipal de Moura lançou um concurso para a realização de um doce regional, avançando com a designação de Mouriscos, para comercialização e promoção dos produtos à base de azeite. Eu gosto. Não sou muito de doces mas gosto dos feitos com azeite. Já diferente é tornar o Município numa pastelaria, porque segundo o regulamento, fica com os direitos de produção e comercialização. Mais, introduzem fatores protecionistas, um qualquer empresário fora do concelho a quem agrade a ideia e queira concorrer não pode, e anula-se o indivíduo em detrimento do coletivo, porque o segredo, a receita, é de obrigatória revelação, para além do júri dispor de critérios abertos que pode introduzir em qualquer momento.
Vá lá. Ainda há tempo. Os resultados são para maio.

Enquanto não chegam os dias quentes


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Moura: o encerramento de uma fábrica


A recente comunicação do encerramento da fábrica de painéis solares em Moura merece de todos preocupação e ponderação e um debate sério sobre a questão em si e os seus efeitos diretos e indiretos no concelho, desde logo:
1.       Por colocar no desemprego mais de uma centena de pessoas, num concelho que apresenta um dos valores mais altos do País, e pelas dificuldades que enfrentarão no futuro na procura de uma alternativa;
2.       Pelo efeito negativo que produz no projeto de energias renováveis desenvolvido a partir de 2002 pela Câmara de Moura e cuja constituição das duas peças principais, a fábrica e a central em Amareleja, permitiu acrescentar ao concelho enquanto processo inovador e distintivo no âmbito regional e nacional;
3.       Pelo retrocesso que significa na elevação da autoestima dos mourenses e resultados económicos e sociais práticos que o surgimento do projeto permitiu, enquanto oportunidade para uma nova fase de desenvolvimento;
4.       Pelo vislumbre de que as possibilidades de retoma de atividade são escassas;
O projeto de energias renováveis foi construído pela Câmara Municipal de Moura, mereceu sempre o apoio dos sucessivos governos e mesmo do Presidente da República de então, sabendo os responsáveis autárquicos, gestores e técnicos envolvidos desenvolver os conteúdos técnicos, os programas, as metodologias e os instrumentos necessários à sua concretização. Foi um trabalho de equipa que, com descrição e competência, produziu resultados e introduziu inovação no concelho. E esperança.
A atual gestão da Câmara Municipal tem que retomar o processo de envolvimento e contactos para tentar inverter a situação e encontrar uma solução. Tem essa obrigação.
A Câmara Municipal de Moura deveria estar a solicitar ao governo a inclusão no plano nacional de investimentos para 2030, recentemente aprovado, iniciativas para o concelho de Moura, neste âmbito e noutros, em particular nas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias. Deveria mesmo exigir a reabilitação do ramal ferroviário de Moura, em vez de construir nos terrenos da linha junto à estação um parque de estacionamento para autocarros. A remodelação da linha fica por Beja e a nível rodoviário o IP8 também mantendo as debilidades no acesso a Moura.
Nas alturas difíceis é necessário ação. Estamos em presença de muito mais do que o encerramento de uma unidade industrial cujos efeitos negativos no concelho ainda estão por avaliar.


terça-feira, 15 de janeiro de 2019